Frustração, Redes Sociais e Política.

 

Mais uma semana que se passou e mais um final de semana que vem chegando. Estou tentando controlar minha ansiedade, pois as vezes sinto uma necessidade enorme que chegue a sexta-feira ou o sábado achando que vou conseguir fazer coisas mirabolantes, realizar todos os projetos que penso e quando realmente chega o momento de botá-los em prática, não consigo realiza-los e quando chega a segunda-feira só me fica na mente: “O que eu fiz?” – Nada.

Essa é a resposta, nada. Simplesmente fiquei nas redes sociais, sai, conversei com meus amigos, encontrei meus familiares e minha namorada. Nada demais, tudo o que um cara normalmente faria. Mas não, eu tenho que bancar o “diferente”. E a vem a frustração, frustração por não ter feito nada daquilo que eu esperava, frustração por perceber que eu sou “levado” pelo impulso de ficar navegando na rede horas e horas sem propósito algum.

Imagem

Muitas pessoas acham isso normal, e até é mesmo, só que uma coisa que muitas dessas pessoas não percebem é que esse “estimulo” de ficar na internet acaba nos transformando em “zumbis” e “viciados” que dependem única e exclusivamente de saciar sua vontade: Ficar conectado.

Conheço pessoas que não ficam mais de 2 ou 3 horas sem acessar seu perfil no Facebook. Pessoas que estão no trabalho, mas não deixam de “dar uma olhadinha” na sua timeline pra ver o que está acontecendo de “novo”. Tudo bem, dar uma olhada é praticamente normal, mas a pessoas que ficam de 5 em 5 minutos olhando aquele celular com obsessão como se o fato de não olhar fosse fazer ela perder algo de super mega interessante ou importante.

Imagem

Segundo pesquisa (não me recordo qual) os brasileiros são os internautas que dedicam mais do seu tempo para ficar na internet. Em média são de 7 a 8 horas por dia dedicadas única e exclusivamente a internet. Se fossemos analisar isso. Partindo do princípio que a internet é uma ferramenta que nos traz um conhecimento vasto sobre diversos assuntos e temas, se esse tempo fosse aproveitado para algo que fosse beneficiar a outras pessoas, imaginem só quantas coisas, nós brasileiros não poderíamos desenvolver e criar?

Muitos vão dizer: “Existem pessoas especializadas para fazer tal coisa, (políticos) porque devo me preocupar?”. Eu digo que sim, você deve se preocupar porque não é responsabilidade de um determinado grupo, e sim de todos, todos os cidadãos. Se utilizássemos a internet com coerência, manifestações como as que ocorreram em Junho e Julho desse ano seria muito mais frequentes, esse seleto grupo de pessoas responsável por criação e desenvolvimento de “coisas uteis” para a população com certeza iam finalmente fazer aquilo que seu trabalho é destinado, melhorar e beneficiar a todos.

Quem sabe agora, depois desses acontecimentos, nós “internautas” considerados massa de manobra não possamos realmente utilizar a internet não só apenas para passar o fim de semana grudado em frente a uma tela de computador, mas sim ir pra rua, buscar melhores condições para todos e realmente mostrar o sentido de: “O gigante acordou!”

Não estou aqui querendo intitular anarquismo ou até mesmo dizer que viver em manifestações todos os dias é algo bom, e que com isso vai mudar tudo. Estou apenas mostrando que dessa maneira, poderíamos ser mais ouvidos e dar um sentindo a palavra democracia.

Imagem

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s