Sessão Nostalgia – Doces Retrô

Fonte: divulgação/Google

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Confesso que fazer esse post do sessão nostalgia me deu um pouco de tristeza, pois como só o faço no final de cada mês, escrevê-lo agora significa que minhas férias estão chegando ao fim…triste realidade, mas enfim, isso é assunto para um outro texto. Nesse vamos falar sobre coisas nostálgicas, ou melhor, comidas nostálgicas.

Como muitos devem saber (eu inclusive) a vida de estudante universitário não é nada fácil. Ler um milhão de livros, escrever um milhão de coisas, um milhão de aulas e exercícios para acompanhar, um milhão de shops para tomar…resumindo, várias coisas que requerem nossa atenção e nossa dedicação. Sendo assim, se você não é estudante de universidades federais e recorreu as instituições privadas para realizar seus sonho de fazer aquele tão almejado curso s também sabe que viver nesse momento acadêmico tem um custo que dependendo do nível financeiro dos estudantes é um custo relativamente ou completamente alto. Dessa forma muitas pessoas recorrem a meios para ter a possibilidade cursarem seus cursos sem ficar com a corda no pescoço, usando os famosos programas federais de incentivo a educação como o PROUNI, FIES, SISU que são os mais conhecidos. Mas como a concorrência e disputa para utilizar as vagas para esses programas é enorme, muitas pessoas acabam não conseguindo essa ajuda. E então fica a pergunta, o que fazer?

Muitos desses estudantes trabalham, mas, na maioria das vezes o salário não é lá essas coisas e o valor da mensalidade é absurdo. Sem contar as despesas adicionais como

Fonte: Divulgação Google

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livros, transporte, alimentação, etc. Eis que ai surge uma saída que algumas pessoas já estão buscando e muitas estão conseguindo se virar bem com isso. A verdade de doces. Muitos universitários nessa difícil situação acabam optando pela venda de doces nas próprias universidades para aumentar a renda e assim conseguir ter um pouco de alivio no fim do mês. Na faculdade onde estudei haviam várias pessoas que faziam isso, mas me recordo que dentre essas pessoas uma se destacava pelo seu diferencial: vendia doces retrô. Era a febre na faculdade, a maioria dos estudante tinham entre 20 – 25 anos e aqueles doces retravam bem a infância de muitos deles. Guloseimas como doces de abobora, pé de moleque, geleia de mocotó (em alguns lugares conhecia como “Maria Mole”), cocada, dadinhos, suspiro, aqueles pirulitos que você tinha que colocar em um saquinho de açúçar, e outros que não me lembro agora. Havia também alguns doces mais comuns hoje como trufas, brigadeiros, etc. Mas sem dúvida eram os retrô que faziam maior sucesso.

Não sei dizer ao certo mas todas as vezes que comia aqueles doces era quase que instantâneo lembrar da minha infância, da casa da minha avó, onde vivia comendo esses doces (e ainda continuo fazendo),  era um momento de pura nostalgia mesmo, relembrar momentos bons, brincadeiras, risadas, pensar como naquela época nossas preocupações eram outras, que horas iria passar chaves no tv, o que minha mãe tinha feito no jantar, fazer aqueles exercícios chatos de matemática, implorar pra minha mãe me deixar acordado um pouco mais tarde pra assistir o filme do Street Fight.

Com certeza não só pelo prazer de comer, mas também pelo prazer de reviver, recordar momentos tão bons que as vezes parece que simplesmente não existiram mais, pois não recordamos mais isso, não vivemos mais esses momentos.  Porém, se tem uma coisa que eu estou aprendendo com o passar do tempo que muitas vezes “recordar é viver”.

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