Sessão Nostalgia – Charlie Brown Jr/Chorão

CBJR - (Fonte: divulgação/Google)

CBJR – (Fonte: divulgação/Google)

Nesse mês se completou 02 anos da morte de um dos caras que fizeram história na música brasileira. Um cara que fez mudou o jeito do Rock e do skatista ser visto no Brasil, ajudou e muito na popularização do esporte no país. Alexandre Magno Abrão, mais conhecido como Chorão foi um cara que marcou a adolescência de muita gente por aí, inclusive a minha. O praiano torcedor dos Santos conseguia traduzir em várias de suas músicas muitos dos sentimentos que a grande parte dos jovens sentiam e sentem até hoje. É incrível que como as letras eram impactantes e de uma identificação enorme, sem contar todo o som da banda toda que era incrível.

Sem dúvidas Charlie Brown Jr foi uma banda que marcou muito minha vida. Ainda mais naquela fase “aborrecente” que você acha que ninguém te entende, e o mundo está contra você, ouvir as músicas do CBJR te faziam pensar diferente, abrir outro horizonte e dar outra perspectiva para um problema que pudesse estar passando.

Como qualquer outra banda e como qualquer outro líder/vocalista, Chorão sempre foi o cara que mostrava “a cara da CBJR” e inspirava muitas pessoas, e era odiado por outras. Errava como qualquer um e acertava muitas outras vezes, brigas com integrantes da banda, tempos afastado da banda sem produzirem nenhum disco novo, novas formações, reconciliação com antigos integrantes, lançamentos de novos sucessos, um filme, uma grife própria de roupas, tudo e muito mais fizeram parte da vida de Chorão e da banda.  Aquela frase de viver intensamente e fazer tudo o que se tem vontade com certeza pode ser aplicada a ele.

Eterno Chorão (Fonte: divulgação/Google)

Eterno Chorão (Fonte: divulgação/Google)

Mas, como já disse um dia o físico Isaac Newton, tudo tem uma “ação e reação” e por viver assim, uma hora ele sofreu as consequências deixando a todos da forma que deixou. Independente dos erros ou dos acertos, Chorão mostrou que um garoto supostamente “problemático” que teve uma infância difícil, com várias dificuldades, que mal terminou o ensino fundamental conseguiu vencer na vida e por incrível que pareça se tornar referência musical para muitas outras bandas.

Com toda certeza Charlie Brown Jr nunca será esquecida pelos seus fãs e admiradores, por toda a sua qualidade e por ser uma banda simplesmente “foda”, CBJR sempre será especial e deixará muitas saudades e nostalgia.

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Sessão Nostalgia – Doces Retrô

Fonte: divulgação/Google

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Confesso que fazer esse post do sessão nostalgia me deu um pouco de tristeza, pois como só o faço no final de cada mês, escrevê-lo agora significa que minhas férias estão chegando ao fim…triste realidade, mas enfim, isso é assunto para um outro texto. Nesse vamos falar sobre coisas nostálgicas, ou melhor, comidas nostálgicas.

Como muitos devem saber (eu inclusive) a vida de estudante universitário não é nada fácil. Ler um milhão de livros, escrever um milhão de coisas, um milhão de aulas e exercícios para acompanhar, um milhão de shops para tomar…resumindo, várias coisas que requerem nossa atenção e nossa dedicação. Sendo assim, se você não é estudante de universidades federais e recorreu as instituições privadas para realizar seus sonho de fazer aquele tão almejado curso s também sabe que viver nesse momento acadêmico tem um custo que dependendo do nível financeiro dos estudantes é um custo relativamente ou completamente alto. Dessa forma muitas pessoas recorrem a meios para ter a possibilidade cursarem seus cursos sem ficar com a corda no pescoço, usando os famosos programas federais de incentivo a educação como o PROUNI, FIES, SISU que são os mais conhecidos. Mas como a concorrência e disputa para utilizar as vagas para esses programas é enorme, muitas pessoas acabam não conseguindo essa ajuda. E então fica a pergunta, o que fazer?

Muitos desses estudantes trabalham, mas, na maioria das vezes o salário não é lá essas coisas e o valor da mensalidade é absurdo. Sem contar as despesas adicionais como

Fonte: Divulgação Google

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livros, transporte, alimentação, etc. Eis que ai surge uma saída que algumas pessoas já estão buscando e muitas estão conseguindo se virar bem com isso. A verdade de doces. Muitos universitários nessa difícil situação acabam optando pela venda de doces nas próprias universidades para aumentar a renda e assim conseguir ter um pouco de alivio no fim do mês. Na faculdade onde estudei haviam várias pessoas que faziam isso, mas me recordo que dentre essas pessoas uma se destacava pelo seu diferencial: vendia doces retrô. Era a febre na faculdade, a maioria dos estudante tinham entre 20 – 25 anos e aqueles doces retravam bem a infância de muitos deles. Guloseimas como doces de abobora, pé de moleque, geleia de mocotó (em alguns lugares conhecia como “Maria Mole”), cocada, dadinhos, suspiro, aqueles pirulitos que você tinha que colocar em um saquinho de açúçar, e outros que não me lembro agora. Havia também alguns doces mais comuns hoje como trufas, brigadeiros, etc. Mas sem dúvida eram os retrô que faziam maior sucesso.

Não sei dizer ao certo mas todas as vezes que comia aqueles doces era quase que instantâneo lembrar da minha infância, da casa da minha avó, onde vivia comendo esses doces (e ainda continuo fazendo),  era um momento de pura nostalgia mesmo, relembrar momentos bons, brincadeiras, risadas, pensar como naquela época nossas preocupações eram outras, que horas iria passar chaves no tv, o que minha mãe tinha feito no jantar, fazer aqueles exercícios chatos de matemática, implorar pra minha mãe me deixar acordado um pouco mais tarde pra assistir o filme do Street Fight.

Com certeza não só pelo prazer de comer, mas também pelo prazer de reviver, recordar momentos tão bons que as vezes parece que simplesmente não existiram mais, pois não recordamos mais isso, não vivemos mais esses momentos.  Porém, se tem uma coisa que eu estou aprendendo com o passar do tempo que muitas vezes “recordar é viver”.

Sessão Nostalgia – Mamonas Assassinas

Fonte: divulgação/Google

Fonte: divulgação/Google

Abrindo o primeiro post da Sessão Nostalgia, selecionei os Mamonas assassinas. Grande banda dos anos 90 que fez sucesso no Brasil inteiro e ainda faz nos dias de hoje. Formada em 1990, por Dinho (Alecsander Alves) – vocais e violão, Bento Hinoto (Alberto Hinoto) – guitarra e violão, Samuel Reoli (Samuel Reis de Oliveira) – baixo, Sérgio Reoli (Sérgio Reis de Oliveira) – bateria, Júlio Rasec (Júlio César) – teclados, backing vocals e vocais. Inicialmente tinha o nome de Utopia. O som era uma mistura de punk rock com influências de gêneros populares, tais como forró, brega, heavy metal, pagode e outros. A carreira da banda, com o nome de Mamonas Assassinas, durou de julho de 1995 até 2 de março de 1996 (pouco mais de 7 meses). Tiveram um sucesso meteórico. Com um único álbum de estúdio, Mamonas Assassinas, lançado em junho de 1995, o grupo vendeu mais de 3 milhões de cópias no Brasil, sendo certificado com disco de diamante.

Com letras bem-humoradas, o álbum lançou os “Mamonas” ao estrelato nacional. No dia 2 de Março, enquanto voltavam de um show em Brasília, o jatinho Learjet em que viajavam, prefixo PT-LSD, chocou-se contra a Serra da Cantareira, numa tentativa de arremetida, matando todos que estavam no avião. O enterro, no dia 4 de Março no cemitério Parque das Primaveras, em Guarulhos-SP, fora acompanhado por mais de 65 mil fãs (em algumas escolas, até mesmo não houve aula por motivo de luto). O enterro também foi transmitido na televisão, com canais interrompendo sua programação normal.

O pouco tempo que tiveram no estrelato da música nacional não diminuiu o tamanho e a proporção que a banda obteve em menos de um ano, foram inúmeros shows, apresentações no Brasil todo, participações em programas de auditórios. Enfim, os caras realmente fizeram tudo, viveram em meses muitas situações que vários músicos levavam e ainda levam anos para viver. No auge dos meus três anos de idade, os mamonas faziam sucesso no país afora. Apesar de não ser da época em que eles fizeram sucesso, anos depois acabei conhecendo as músicas e a história desses caras loucos e sempre alegres, e, simplesmente fiquei fascinado pelas músicas, escutava o cd milhares de vezes até decorar todas as músicas. Minha mãe ficava louca quando passava a tarde ouvindo e ouvindo o cd no mini system da sala.

Apresentação no Domingão do Faustão - Fonte: divulgação/Google

Apresentação no Domingão do Faustão – Fonte: divulgação/Google

Aquele estilo de música, o jeito de se vestir, sem restrições, sempre na maior zoação de tudo e de todos, era o que me fascinava, “Como marmanjos daquele tamanho usava roupas infantis, fantasias em shows e apresentações em programas de Tv e achavam isso normal?” era a pergunta que sempre me vinha na cabeça. E cheguei a conclusão que eles agiam daquela forma porque eram felizes sendo assim, com caretas que faziam rir em um simples relance, piadas que te faziam rir de tão idiotas que eram, o jeito engraçado e extrovertido de levar a vida e de lidar com as situações.

Os Mamonas Assassinas, não só trouxeram um novo ritmo ao cenário musical brasileiro, mas trouxeram um jeito totalmente novo de lidar com todo o estrelismo, com a fama, o assédio dos fãs, da imprensa, um jeito de lidar com a vida, um jeito de dizer: “Vem rir comigo também seu trouxa”.

Em 2015 serão completados 19 anos do falecimento dos manolos mais loucos e alegres da música brasileira. Até hoje eles continuam sendo lembrados, admirados, invejados, saudados e amados pelos familiares, músicos e pelos inúmeros fãs. E ficamos aqui, com uma enorme saudade, e nos tornamos eternos viúvos dos mamonas, viúvos que sorriem e se entristecem ao escutar um simples: “ao toque de quatro já vai. Já, já, já, já vai!!”